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  • Claudio Masi

Liderar como Jack – O que eu aprendi com Jack Welch


Existe uma figura que sempre captou a minha atenção: o antigo CEO da GE, Jack Welch, falecido em março passado. Sempre olhei para Jack Welch como o líder fora da caixa, que não segue os modelos tradicionais de gestão e liderança e que coloca em cada projeto e em cada desafio um cunho pessoal que faz a diferença em cada etapa.


Esta forma de liderar e de estar na vida foram sempre alvo do meu interesse e curiosidade e por isso sempre segui o seu percurso através das suas entrevistas, artigos e nos livros publicados. Uma carreira brilhante que nos inspira a todos.


Muitas vezes nas minhas longas viagens transatlânticas tive a literatura de Jack Welch por companhia e de cada obra e de cada artigo sempre retirei algum ensinamento ou alguma reflexão, até porque o seu percurso é por si só inspirador.


Jack Welch era natural de Peabody em Massachusetts, teve uma infância e adolescência felizes e com uma ligação particular à mãe tendo referido por várias vezes que esta o influenciou de forma muito positiva convencendo-o de que poderia ser quem quisesse. “Convenceu-me de que eu poderia ser quem quisesse. Estava tudo nas minhas mãos “Tens de ir à luta, costumava dizer-me”. Palavras do próprio quando se referia ao papel que a mãe teve no seu percurso.


Citações in livro “Jack – O que aprendi ao liderar uma empresa excecional e pessoas excecionais” da Editora Smartbook


Jack destacou-se ainda no liceu onde foi capitão da equipa de hóquei no gelo em Salem, onde já deixava antever a sua predisposição para líder. Estudou na Universidade de Massachusetts e doutorou-se em engenharia química na Universidade Illinois, tendo o seu percurso profissional início na General Electric em 1960 e onde foi o CEO e Presidente entre 1981 e 2001.


Com um percurso notável e com reconhecimento internacional sempre fez questão de dar relevância aos erros cometidos durante a sua vida profissional e a refletir o que isso lhe ensinou e como o levou a ser mais eficaz e mais competente.


Um desses episódios remonta-nos ao ano de 1963 na divisão de plásticos da GE em Pittsfield. A fábrica explodiu e ainda que os danos tenham sido apenas materiais, Jack decidiu apresentar a demissão ao seu diretor. No entanto a sua demissão não foi aceite e recebeu da direção um reforço positivo tendo-lhe sido dito inclusivamente que naquele momento já sabiam mais do que anteriormente e, portanto, já saberia o que fazer para não voltar a deixar a fábrica explodir. Este episódio foi marcante porque acabaria por determinar toda a sua forma de gerir e liderar na medida em que aplicou esta forma de liderar em todos os projetos e pessoas com as quais trabalhou. Retirar das pessoas oque de melhor têm para dar a empresa ou organização mantendo sempre uma elevada autoestima e reconhecimento.


Jack Welch gostava de falar com os seus colaboradores e ouvi-los com atenção. Ouvir e entender as várias perspetivas, opiniões e realidades de cada um dos seus colaboradores foi uma das chaves para o seu sucesso porque isso lhe permitia o desenvolvimento de ideias e estratégias baseadas na experiência, realidade e visão de cada um aplicado ao bem de todos. Gostava de se rodear de pessoas inteligentes e carismáticas, com ideias diferentes das suas e com quem pudesse debater com sinceridade e frontalidade procurando a melhor solução e no seu entender chegar próximo da perfeição.


A procura desta perfeição fez com que tivesse evolucionado a GE e influenciado positivamente outras organizações e um exemplo disso foi a aposta na filosofia 6 Sigma que ajudou a moldar a cultura da empresa e a forma como se desenvolveu as competências dos colaboradores.


Além do 6 Sigma, uma das suas grandes apostas foi a formação dos seus colaboradores. Com a visão de que a formação pode fazer a diferença em cada um e consequentemente potenciar a organização onde estão inseridos, Jack pretendia que a GE fosse um lugar de eleição para os seus profissionais e a sua estratégia passava pela aquisição e reforço de competências e conhecimento por parte dos seus colaboradores.

Sendo uma personalidade ímpar que nos deixa muitos ensinamentos e dos quais destaco:


Integridade

“Eu sempre fui transparente. Com uma coisa podiam contar sempre -a minha honestidade”


A corporação e a comunidade

“Acredito que a responsabilidade social começa com uma empresa robusta e com uma empresa e competitiva: somente uma empresa robusta é capaz de melhorar e enriquecer as vidas das pessoas e das suas comunidades.


Dar o exemplo

“Tentei sempre pôr-me no lugar das pessoas com quem trabalhei. Queria que sentissem a minha presença”


Maximizar o intelecto de uma organização

“O primeiro passo é estar aberto ao melhor que as pessoas têm para oferecer, sejam de onde forem”


Primeiro as pessoas, depois a estratégia

“Aprendemos às nossas custas que, mesmo com as melhores estratégias do mundo, se não tivermos líderes certos a desenvolvê-las e a implementá-las, restam-nos apenas apresentações bonitas e resultados medíocres.”


Informalidade

“A burocracia sufoca; a informalidade liberta.”


Autoconfiança

“A linha que separa a arrogância da autoconfiança” …“Nunca deixe ser quem é por um emprego ou por uma instituição”


Paixão

Ao longo dos anos fui procurando sempre esta qualidade nos líderes que fomos seleccionando. Paixão não é quere dar nas vistas nem ser excessivo – é algo que vem de dentro.”


Concorrência

O meu conselho é: nunca subestime os seus concorrentes”


Iniciativas vs tácticas

“Compreender a diferença entre uma mudança definitiva e uma solução temporária ajuda a organização a manter-se focada


Comunicador

“Quando tinha uma ideia ou uma mensagem e queria difundi-la na GE, enunciava constantemente. “


Inquéritos a funcionários

“Saber – e confrontar – o que ia na mente dos nossos funcionários foi fundamental para o nosso sucesso.”


Mergulhar

“Destes “mergulhos de cabeça” saíram algumas das nossas melhores decisões.

Essencialmente, derrubava o conceito de hierarquia. Todos sabiam eram iguais à mesa e que podiam dar as suas ideias com informalidade e sinceridade.”


Citações in livro “Jack – O que aprendi ao liderar uma empresa excecional e pessoas excecionais” da Editora Smartbook


Nesta fase e nunca como em nenhuma outra os bons líderes podem e devem fazer a diferença apostando nos seus colaboradores e permitindo que cada um deles faça também um percurso de qualidade e reconhecimento. Liderar como Jack transporta-nos para um paradigma que muitos souberam apreender, mas que outros ainda não compreendem. Liderar como exemplo é de facto inspirador, ajuda as organizações a melhorar e por consequência as sociedades as progredirem no sentido certo!

Artigo inspirado e com citações in Livro “Jack – O que aprendi ao liderar uma empresa excecional e pessoas excecionais” da Editora Smartbook.


Autor do artigo

Cláudio Masi

CEO da Insignis West Group e da Insignis Invest

Ler o artigo original na Plataforma E-Gov

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